EAS vai tentar renegociar com Transpetro

mar 27
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Valor Econômico
Por Ivo Ribeiro e Francisco Góes
Recife, 11:12 27/03/2012 – Os sócios do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) estão envolvidos em um intrincado jogo de xadrez que envolve dois movimentos simultâneos, vitais para a sobrevivência do negócio. Um deles é a entrada do novo sócio estratégico, após a saída da coreana Samsung, negociação que está mais avançada com as japonesas Mitsui, associada à IHI, e Mitsubishi. Dois outros grupos estão no páreo: um estaleiro polonês e outro de origem coreana. O segundo movimento passa pela renegociação do prazo – fixado até 2016 – de entrega dos 22 petroleiros encomendados pela Transpetro em um pacote de R$ 7 bilhões.

Apenas o João Cândido, o primeiro de um lote de dez navios tipo Suezmax encomendados por R$ 2,75 bilhões, tem atraso de um ano e meio. Teria que ter sido entregue em setembro de 2010, mas até hoje, depois de sucessivos adiamentos, continua no estaleiro. Agora, extra-oficialmente, comenta-se que poderá ser entregue no fim de abril. Estimativas de mercado indicam que o João Cândido não sairá por menos de R$ 350 milhões, aumento de 23% sobre a média do contrato original.

Antes de renegociar prazos de entrega dos navios, o EAS corre para fechar a entrada do novo sócio com cerca de 33% do capital do estaleiro [a Samsung tinha 6%], o que na expectativa de uma fonte pode ocorrer o mais breve possível. Além dos japoneses, apontados como favoritos, correm por fora a polonesa Remontowa, com estaleiro em Gdansk e considerada uma dos líderes europeias em reparação de navios, e a coreana STX. O problema dos coreanos, como o caso da Samsung deixou claro, está na falta de disposição para repassar tecnologia para a construção das sete sondas de perfuração, outro dos contratos na carteira do EAS, este no valor de US$ 5,2 bilhões.

A renegociação que o EAS terá que fazer envolve dois pontos básicos: a multa prevista em contrato por atrasos e o encarecimento do financiamento bancário do projeto como consequência da demora na entrega dos navios. Uma fonte do setor disse ao Valor que o EAS pode tentar discutir com a Transpetro o não pagamento das multas, que costumam ser aplicadas depois da entrega do navio. O problema é que, conforme a multa, a Transpetro, pode decidir pela rescisão do contrato.

Outra questão é o financiamento. Se o estaleiro se compromete, por exemplo, em entregar o navio em 36 meses, mas leva 50 meses para fazê-lo, terá que pagar mais juros no financiamento. Dessa forma, quando receber o pagamento do armador, o dinheiro será insuficiente para pagar ao banco, disse a fonte. O financiamento aos 22 navios, com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM), é com o BNDES.

O banco, por sua vez, tem que pagar o FMM. Da carteira de R$ 7 bilhões, 46% ou cerca de R$ 3,3 bilhões referem-se a compromissos assumidos pelo estaleiro junto ao BNDES. Além disso, o estaleiro entrou com recursos próprios equivalentes a 8% do projeto de construção dos navios. O banco financia outra parte do projeto diretamente à Transpetro. A Transpetro não comenta o assunto e, no setor, as indicações são de que a empresa só vai pagar o preço estipulado em contrato.

No setor, acredita-se que o EAS tem condições de fazer os navios em função da estrutura moderna que montou no complexo industrial de Suape (PE), com uma linha de montagem apta a processar 160 mil toneladas de aço por ano. Com isso, em tese, poderia fazer oito Suezmax por ano, considerando, em média, o uso de 20 mil toneladas por navio. Tem contratos para fazer 14 Suezmax e oito navios do tipo Aframax. Desse total, só quatro estão em construção efetiva.

A questão é saber se o estaleiro conseguirá resolver os problemas de gestão, produtividade e mão de obra que o levaram a essa situação crítica. O investimento enterrado no EAS já soma cerca de R$ 3 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão do BNDES e o restante dos sócios Camargo Corrêa e Queiróz Galvão, agora donos do EAS com 50% cada um.

O que era para ser um grande novo negócio da Camargo Corrêa acabou se transformado em um enorme problema. Apenas em 2011, o grupo foi obrigado a aportar mais de R$ 500 milhões no empreendimento. Os prejuízos são elevados e o retorno do capital empregado é incerto.

O EAS enfrentou três problemas básicos na avaliação de uma fonte próxima de um dos sócios: instalação simultânea à construção do primeiro navio (uma exigência da Transpetro para conceder o contrato), formação de mão de obra – de 6 mil soldadores treinados, muitos com origem do setor canavieiro, apenas 2 mil mostraram aptidão, levando a uma forte queda na produtividade – e a parceria com a Samsung, mal costurada, o que demandou cinco meses para retirá-la do EAS.

IBP abre novo curso on line

jan 17
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O curso Comércio Internacional de Petróleo e Derivados terá sua 2ª turma iniciada no dia 05 de Março de 2012 pelo IBP. Vale a pena conferir a programação do curso no link a seguir: http://bit.ly/yv4zCn .

A primeira turma teve início em novembro passado. Leia mais na reportagem a seguir:
laptop1 0 1 O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) iniciou no dia 7 de novembro seu primeiro curso online, com o tema Comércio Internacional de Petróleo e Derivados. Caracterizado como curso de extensão, o treinamento é o primeiro realizado à distância pelo IBP, mas a Gerência de Cursos do instituto já está avaliando a realização de novos treinamentos, nas áreas de Exploração e Produção (E&P), Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS) e habilidades técnicas específicas, como as de inspeção e instrumentação.

O gerente de Suportes e Serviços do IBP, Evandro Pires, explica que o principal objetivo da iniciativa é poder levar os cursos do IBP a regiões que normalmente não são atendidas com esse tipo de treinamento. “É ideal também para pessoas que não têm tempo ou possibilidade de se deslocar para as capitais e assimilar o conteúdo presencialmente. Acreditamos que vamos atingir indústrias ou profissionais que buscam um melhor entendimento da cadeia do petróleo”, diz Pires.

O conteúdo do curso segue a crença de que, a partir da produção mundial de petróleo, do consumo de derivados, dos estoques e da capacidade de refino existentes, serão apontadas as forças que atuam no mercado internacional do petróleo, as estratégias e as táticas utilizadas pelos diversos participantes. Serão mostrados, também, os cenários para a evolução provável para o futuro próximo bem como as ferramentas utilizadas no comércio de petróleo. Ao final, os participantes terão subsídios para entender como funcionam e se interligam os diferentes ramos da atividade assim como riscos técnicos e financeiros da atividade comercial. As importações e exportações de petróleo e derivados saindo do Brasil, ou com destino ao país, também serão abordadas.

A gerente de cursos do IBP, Renata Ribeiro, enfatiza ainda que a proposta vêm ao encontro da crescente demanda do setor por profissionais qualificados e faz parte da missão do instituto em promover o desenvolvimento do setor nacional de petróleo, visando uma indústria competitiva, sustentável, ética e socialmente responsável.

Renata explica que algumas atividades do curso seguem um cronograma, que necessitam também de interação dos responsáveis pelo conteúdo com os alunos. “Mas grande parte do treinamento pode ser feito no horário de possibilidade do aluno. A carga horária e o ritmo desse estudo é orientado por tutores, que gerenciam sua vida acadêmica”, diz.

Este tutor, diz a gerente de cursos, funciona como uma ferramenta humana, que monitora o acesso do aluno para obter o resultado final. “O profissional avalia se o participante tem condição ou não de atingir a meta. Não há prova para se obter o certificado, mas o aluno precisa ter 100% de navegação pelo conteúdo e entrega das tarefas”, explica. Renata esclarece também que o conteúdo é composto de atividades e perguntas que o aluno deve realizar e responder, durante 30 dias corridos.

“O tema pode ser de grande valor para profissionais atuantes ou não na área de comércio internacional de petróleo e derivados. Será possível entender como funciona o negócio do petróleo no mundo, a parte comercial, principais polos de mercado, entre outros aspectos. O aluno aprende sobre contratos, impostos, logística, segurança e geopolítica”, enumera Renata Ribeiro.

Mais informações pelo telefone: (21) 2112-9033 / (21) 2112-9027 ou por e-mail: cursos@ibp.org.br. Para fazer o treinamento, basta ter acesso a um computador com banda larga de pelo menos 1 mega. Por ser de extensão, de curta duração, o curso não é reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).

Wellstream abre vagas para Engenheiros e Coordenador de HSE

nov 30
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Wellstream abre vagas para Engenheiros de Projetos, de Produção e para Coordenador de HSE. Leia esta e outras ofertas de emprego agora no Guiaoffshore http://br4.in/F53sg

Superando a crise para investir e crescer

out 23
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Capa gomag out2011 web 1 Todo mundo envolvido com negócios está cansado de saber que ambiente de incerteza e insegurança não combina com investimento produtivo, sério e de longo prazo. Agora imagine o efeito no Brasil do agravamento da crise financeira que grassa mundo afora. Não queremos ser alarmistas e a indústria nacional já tem problemas demais para resolver, como taxa de câmbio, invasão de importados, tributação excessiva, só para ficar nos três piores casos.

Mas como se já não bastasse tudo isso, a indústria petrolífera, ainda inebriada com os futuros projetos envolvendo o pré-sal, se depara com problemas cujas soluções se arrastam há algum tempo. Há mais de dois anos não se chega a um consenso para concluir um novo marco regulatório que contemple a atual realidade das jazidas petrolíferas do país. A discussão sobre royalties se arrasta no Congresso e pode acabar na Justiça. E, por conta destes dois fatores anteriores, não se realiza nova rodada de verdade, que atraia novos e vultosos investimentos para o setor. O resultado disso é o que tentamos reunir nesta edição da Guiaoffshore Magazine, que você poderá ler nesta versão online. Boa leitura.
Clique Aqui para ler a versão online da revista Guiaoffshore Magazine:

Curso abordará novidades das normas do Repetro

out 13
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barril importado 1 Redação
releases@guiaoffshore.com.br

Rio, 15:58 13/10/2011 – A incidência de tributos sobre as importações temporárias de equipamentos destinados à E&P, e até mesmo sobre algumas operações correlatas de mercado interno, pode ser suspensa através da aplicação de instituto específico da legislação aduaneira e fiscal: o Regime Repetro. Este será o tema central de um curso a ser ministrado pela empresa de consultoria Eagletop, em novembro, no Centro do Rio.
O curso abordará, em linguagem acessível, aos leigos as características da legislação aplicável ao regime que, em maio de 2008, sofreu importantes alterações a partir da publicação de sua nova normatização pela Receita Federal.
O curso permitirá aos participantes assimilar determinados recursos e sua aplicação conforme os procedimentos exigidos, de forma a produzirem os benefícios esperados sobre as operações da empresa, com destaque para esclarecimentos sobre pontos da legislação recentemente alterados, incluindo a discussão de suas conseqüências para operação do Regime.

Além disso, atendendo também os interesses dos usuários seniors do Repetro, serão discutidos os aspectos polêmicos configurados em situações específicas, mostrando o entendimento aplicável, adotado internamente pela Receita Federal e outros órgãos atuantes na fiscalização do Regime.
O curso é ministrado por um Auditor da Receita Federal especialista no assunto e com experiência em treinamento, com apresentação de aplicações em casos reais e esclarecimento de dúvidas dos participantes, relacionadas aos temas apresentados.

SERVIÇO:

Dia do curso: 11/11/2011, das 9:00 hs. às 18:00 hs.
Coffee-break às 15:30 hs (incluído) e uma hora para almoço.
Centro de Treinamento BQ – Rua São José, nº40 – 12º andar, Centro – Rio de Janeiro.
Informações: Por telefone: (21) 2648-6024 ou por email contato@eagletopconsultoria.com.br

Mercado de Private Equity descobre a indústria de petróleo no Brasil

set 11
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Olá!
Já está no ar a versão digital da nova edição bilíngue (português/inglês) da revista Guiaoffshore Magazine, edição de setembro, que traz matérias sobre investimentos, finanças, negócios da indústria petrolífera e cobertura especial sobre o mercado de EPI e também sobre os escritórios de advocacia. ,capa revista gm2 small

Basta clicar no link a seguir para fazer o download da versão em pdf: http://www.guiaoffshore.com.br/revista_gm2.pdf

Dear Reader

It is in the web the digital version of the new edition of Guiaoffshore Magazine, August / September, which features articles about investment, finance, business related to the o&g industry and a special coverage on the market of Personal Equipment Protection (EPI in Portuguese).
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Just click the link below to download the pdf version: http://www.guiaoffshore.com.br/revista_gm2.pdf

Happy reading!

Boa leitura!

Marco Antonio Monteiro
Editor

O mercado de trabalho offshore retratado na Revista Guiaoffshore

jun 23
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Olá, pessoal!

A revista Guiaoffshore Magazine publicou uma edição especial sobre o mercado de trabalho offshore. Tem entrevistas com profissionais especializados em recursos humanos, que contam as necessidades do setor e dão ótimas dicas do que fazer para entrar neste mercado que apresenta excelente potencial de expansão.

Clique Aqui no link a seguir para ler a revisa

Boa leitura

Ano Novo e mais um concurso da Petrobras é anunciado

dez 28
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Ano Novo e um novo concurso da Petrobras é anunciado (leia aqui a matéria informando sobre o concurso). Algumas pessoas reclamam que já fizeram outros concursos na Petrobras, passaram e não foram chamados. Se você for uma dessas pessoas ou conhecer alguém na mesma situação deixe aqui seu testemunho aqui.

Especialista americano critica dependência nacional da Petrobras

set 6
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Rio, 10:45 6/9/2010 – John C. Cuttino, da Câmara do Comércio de Houston, um dos participantes do painel “Demandas e oportunidades do mercado de petróleo”, realizado na Rio Info 2010, disse que os testemunhos das pessoas pedindo acesso à Petrobras demonstram como o empreendedorismo brasileiro fica dependente dos “campeões” nacionais. grafico aumento

“Houston tem muito interesse em ajudar na internacionalização da pequena empresa aqui no Brasil. Talvez elas precisem de uma solução ou alguém que tem capital e que não está no país. Houston é a capital da energia, podemos contribuir com o B2B e oferecer uma solução global para os clientes globais – Brasil, Oriente Médio, Mar do Norte, todos esses hot spots da cadeia Oil&Gas.

O acesso a um mercado como brasileiro por meio de uma parceria joint-venture, disse, é muito melhor do que começar do ponto zero e, se for feito positivamente, não divide mercado”. Para Cuttino, uma pequena iniciativa, mas que deve ser regular, é estar sempre presente nos eventos da área. “As metodologias de comercialização internacional têm sido discutidas em feiras, como hoje discutimos aqui. E os contatos podem acontecer mais diretamente”, concluiu.

Álvaro Moreira, consultor na área que coordenou, no Rio Info 2010, está ciente das dificuldades financeiras e de organização das empresas de TI e diz que o objetivo do encontro foi justamente gerar alianças. “O pequeno empresário deve saber que existem caminhos para se apresentar às grandes empresas e que o mais curto é através da academia. Lá ele aprende a se organizar, melhorar sua gestão e a abordar o mercado. Nós temos alguns bons pólos, como o do Fundão, o Pólo de Alagoas, mas, quando chega nessa hora, o processo emperra. Um dos maiores erros é já se sentir qualificado por estar no mercado e não voltar mais à academia.”

Marcos Huber, sócio diretor da Decision Support, é um bom exemplo. Há mais de dez anos no mercado, mesmo integrando a Incubadora Tecnológica Gênesis, da PUC-Rio, presta serviços à Petrobras desde que inaugurou seu negócio, praticamente por obra do destino. “A Petrobras é uma empresa muito boa para nós, prestadores de serviços, consegui desenvolver metodologias inovadoras desde que comecei a trabalhar com a companhia, mas o acesso é realmente muito difícil. Todos os trabalhos que fiz foram por algum evento fortuito ou porque uma pessoa ocupava uma gerência e foi para outra e precisava do mesmo trabalho de análise risco, que é a nossa especialidade”.

**Você também compartilha a opinião de que é difícil negociar com a Petrobras? Faça seu comentário**

set 6
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